quarta-feira, 7 de maio de 2014

Hoje é a primeira final do nosso futuro!


Hoje é a primeira final do nosso futuro!
 
Respeitar o adversário, dar tudo para ganhar! Hoje é primeira final do nosso futuro!
Ganhar, jogar, sempre, sempre, para ganhar, é já ganhar, ainda que se perca, porque qualquer derrota se torna um mero acidente de percurso.
Respeitar todos os adversários é dar-se ao respeito, é ser respeitado!
Há muitos anos que não sentia e via uma conjugação tão forte de condições (dentro, em torno e fora da equipa, dentro e fora do clube) para o Glorioso retomar os caminhos do futuro, honrando o seu passado.
O 33º Campeonato e as três taças podem dar um impulso determinante para (re)começar um novo ciclo de glórias.
Por isso, cada uma delas é fundamental.
Queremos ganhá-las todas, ‘não deixando o fruto pela metade’.
Hoje, a Taça da Liga é a mais importante porque é a próxima batalha e a próxima conquista!
 
Recomeçar
 
Recomeça…
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses
De nenhum fruto queiras só metade.
 
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua, a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças!...
 
(Miguel Torga, Diário XIII)

 

segunda-feira, 5 de maio de 2014

É necessário promover as modalidades!!!


Que diabo!

Ontem estiveram na luz mais de 50.000 adeptos para ver o jogo com o Setúbal. Muitos milhares já andavam perto do estádio desde a hora de almoço.

Mas no jogo decisivo de apuramento do campeão nacional de Voleibol, o pavilhão, embora bem composto, estava longe de estar cheio!

Pior do que isso, as cabeças geniais que organizam estas coisas colocaram o início da partida para as 16h00, sabendo perfeitamente que o jogo apenas terminaria antes das 18h00 (hora de início do Benfica-Setúbal) caso o Benfica vencesse o Fonte Bastardo por 3-0, o que não era previsível!

E assim aconteceu! Depois de 1-0, 1-1, 2-1, a quarta e última partida estava a decorrer, muito equilibrada, com a equipa a necessitar do nosso apoio, quando muita gente abandona o pavilhão para assistir ao início do jogo de futebol!

A culpa é dos adeptos que não quiseram perder 15 ou 20 minutos do jogo de futebol!? A principal responsabilidade é dos incompetentes que colocaram o jogo àquela hora!!

Ganhámos 3-1 e só perdemos 15 minutos do Benfica-Setúbal. Agora imaginem que o Fonte Bastardo empatava 2-2 e necessitávamos da quinta partida!

Isto é pura incompetência e desleixo porque não é a primeira vez que acontece! Há 2 anos perdemos o campeonato em casa com o Espinho e aconteceu a mesma gaita, com sobreposição com o jogo de futebol da equipa principal!

Não há promoção das modalidades junto dos sócios e adeptos!

Os pavilhões estão sempre com meia dúzia de carolas (que até pagam quota suplementar para as modalidades). Só quando chegamos às finais é que há mais gente, mas mesmo assim, nem sempre.

O jogo do play-off da meia-final de Basquetebol, com o Sampaense que começou às 14h30 tinha muito pouca gente. No primeiro jogo, no sábado, aconteceu o mesmo.

Depois, nas poucas vezes em que há ‘enchentes’ acontecem coisas bizarras, como abrirem poucas bilheteiras, formando-se enormes filas para os bilhetes e para entrar no pavilhão. Já vi adeptos furiosos (aqueles carolas que vão a todas) entrarem no pavilhão com um atraso de meia hora e virarem-se para a tribuna perguntando se querem acabar com as modalidades!

A informação no estádio sobre datas e horas de jogos é paupérrima e mal se vê!

Quando há modalidades em dia de jogo de futebol não seria fácil encher os pavilhões vendendo a preço simbólico bilhetes a quem compra bilhete para o jogo de futebol?

Há sempre tantas ideias para vender produtos aos sócios, não há ninguém que as tenha para promover devidamente as modalidades?!

Elas merecem!

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Novas revelações sobre a identidade do ‘Manel’


Em post anterior escrevi: ‘Juventus/Conte/Platini/UEFA, com manobras para desestabilizar a equipa, em geral, e o Enzo, em particular? Pobres tolos, ninguém lhes disse que quem vai jogar amanhã é o ‘Manel’?!!’

Ora, se eles ainda não sabiam (ou preferiam não saber) quem era o ‘Manel’, aprenderam da maneira mais dura e onde verdadeiramente importa: dentro das quatro linhas, como bem referiu o Siqueira (eh pá, viram aquela correria já no final do jogo? Impressionante!). Receberam uma lição de identidade que jamais esquecerão!

Três meias-finais seguidas, ganhas, a jogar com 10 (e, agora, nove! Com o André Almeida a central!…) é algo de inédito (arrisco a dizê-lo) no mundo do futebol, e é mais um ‘record’ para Jesus.

Isto só é possível numa equipa que alcançou um nível de identidade colectiva e um grau de solidariedade elevadíssimos (o tal ‘Manel’ colectivo que referi em post anterior).

Deixaram tudo em campo, com sangue (tudo por ti, Garay!), imenso suor (mais do que a água da chuva) e… sorrisos!

Deixem-me referir dois jogadores, não para os destacar individualmente, mas em nome de todos os outros: Luisão e Rúben Amorim.

Para mim, Luisão sempre foi, desde o primeiro jogo em que o vi jogar com o Belenenses, um central de excepção. Ano após ano, provou, ou melhor, demonstrou, a todos os que criticavam (que era lento, não tinha rins, mais não sei quê) que está ao nível dos melhores centrais que alguma vez passaram pelo Benfica e é um dos melhores centrais da Europa! Mas é mais do que um central, é um verdadeiro e enorme capitão, uma referência da equipa dentro do campo, uma voz de comando, um treinador em acção (Scolari tem lá melhor?!).

Quanto a Rúben Amorim, pelo contrário, sou sincero, nunca me impressionou como jogador. Mesmo no tempo do Belenenses em que era incensado pela comunicação social, na primeira passagem pelo Benfica, no Braga.

Se em relação ao Luisão nunca me enganei, confesso, humildemente, que me enganei, redondamente, em relação ao Rúben Amorim. O Rúben que tenho visto este ano, seja como titular ou como suplente utilizado, tem demonstrado uma enorme personalidade, visão de jogo, inteligência, sentido táctico, polivalência, e até poder físico (que lhe permitiu aumentar a capacidade de choque e potenciar as inegáveis capacidades técnicas que possui) extraordinários! E isto é tão importante! Não para abrir os olhos a um adepto anónimo e irrelevante como eu, mas para bem da equipa e porque o Benfica necessitava de ter uma referência, deste tipo, num jogador português!

Luisão e Rúben são dois grandes símbolos do enorme ‘Manel’ que somos neste momento.

Temos agora três finais para disputar. Estou certo que o nosso ‘Manel’ irá respeitar as duas grandes equipas que temos pela frente: Rio Ave e Sevilha.

E a melhor forma de as respeitar é dar tudo por tudo e vencê-las!

Lá estaremos para vos apoiar!

Obrigado, Heróis!

Obrigado, rapazes! Não tenho palavras!
Lá estaremos, juntos, para acabar com maldições e enguiços, e erguer um troféu europeu, 52 anos depois!